sábado, 25 de dezembro de 2010

A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O quociente


O quociente perguntou à secante:
- Posso ser seu amante?
Ela, de pronto, respondeu:
- Nunca! Já tenho um amor,
- É o terno denominador...
Logo, então, se sentiu um resto.
Não era mais um número inteiro...
Passou, então, por perto a tangente,
Que caminhava para o infinito
Para se encontrar sabe lá com quem.
Perguntou aflito:
- Onde posso encontrar as paralelas?
Ela, então, respondeu:
- Talvez nunca.
Surgiu, então, do menos infinito, a esfera.
Bela e radiosa, logo esqueceu a secante.
Calculou seu manequim,
Mas se achou muito pequeno para tanto volume...
O quociente ficou triste,
Transformou-se em um número complexo
E numa relação unívoca,
Partiu para o esquecimento,
Tornando-se um ângulo obtuso.


(André M. Hemerly)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Daqui a alguns anos você estará mais arrependido pelas coisas que não fez do que pelas que fez.
Então solte as amarras.
Afaste-se do porto seguro.
Agarre o vento em suas velas.
Explore.
Sonhe.
Descubra.

Mark Twain

Névoa de um sonho




Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,
e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte
Alma de luto sempre incompreendida
Sou aquela que passa e ninguém vê
Sou a que chamam triste sem o ser
Sou a que chora sem saber porquê
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou.



Florbela Espanca
O que fazer quando depositamos nos outros expectativas que são só nossas?

domingo, 14 de novembro de 2010

Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo.
Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele.
Sou inconstante e talvez imprevisível.
Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras.
Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo.
São poucas as pessoas pra quem eu me explico...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Nunca fui como todos.
Nunca tive muitos amigos.
Nunca fui favorita.
Nunca fui o que meus pais queriam.
Nunca tive alguém que amasse.
Mas tive somente a mim.
A minha absoluta verdade.
Meu verdadeiro pensamento.
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...
(Florbela Espanca)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O estranho desaparecimento de R.C.


01 de Novembro de 2010 02:47 hs.
DELIVERY EMAIL FAIL
R, já não está mais comigo. Não sei o que houve. Pode me dizer?
Por volta dessa hora, fui visualizar sua página do orkut e não consegui achá-lo aos meus amigos. Desesperado, corri ao nosso ponto de encontro à procura de vestígios seus. Não consegui achar nem o rastro, pois ele havia sido apagado por algum infeliz. Lembrei-me de um depoimento que havia mandado-lhe recentemente relatando os nossos ultimos dias juntos, às longas conversas no messenger, como aas minhas madrugadas estavam perfeitas e não sonolentas graças a você. Como eu não me importava de ir à escola sem ter dormido nem por 60 segundos, só para não perder 1 milésimo de segundo de sua valiosa presença online. Durmiria a tarde, assim como você também o faz.
Mas nesse depoimento foi o motivo da desgraça. Na página em que estivera um longo depoimento destinado à você R, que um dia o lera e o aceitara, existia, sim, mas... sua foto havia desaparecido, deixando somente uma sombra e sem link para clicar. não consegui me conter e as lágrimas estavam querendo escapar dos globos oculares. Para ajudar no processo, tive a audácia de colocar a música que você me disse que mais gostava: sal de mi piel - Belinda. Assim que ela alterou o tom de voz, chegando ao refrão... me entreguei à música e chorei... chorei sem querer parar. Tive a certeza de que você me excluíra do orkut, pois não havia mais explicação para este fato. Tentei deixar-lhe uma mensagem em off no messenger, mas este não permitiu... acusava que a mensagem não poderia ser entregue a todos os destinatários. Me bloqueara no messenger também? A ultima alternativa foi enviar-lhe este e-mail, que peço à Deus que chegue ao seu correio eletrônico. É o único meio de comunicação que tenho contigo, já que nunca me lembrei de pedir o seu celular. R, você não poderia ter feito isso comigo, me machucou muito. Meu coração está em cacos. Estou só, como numa represa enorme num dia nublado acusando chuva. É claro que não me importaria me molhar... as lágrimas que caíram de meus olhos já fizeram isso pela chuva.
O topor parece incurável, só você tem o antídoto. Jamais poderá me encontrar se me excluir tiver feito. E se esse e-mail não for lido por você, não será por mais ninguém.
Só quero que saiba que a brincadeira, causou uma ferida muito forte no meu coração, jamais repia isso. Mas se não for brincadeira, saiba que minha alma foi magoada, me sinto num vácuo... um corpo vazio... sem ar... sem razões momentâneas para continuar.
Não suportando mais...
A.
Original de: Edson de Oliveira Kino (eokino)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Quando havia você e eu


É engraçado
quando você se encontra
Olhando pelo lado de fora
Eu estou aqui, mas tudo que queria
É estar lá
Por que me deixei acreditar
Que um milagre poderia acontecer?
Porque agora eu tenho que fingir
Fingir que eu eu não dou a mínima ?

Pensei que você era o meu conto de fadas
Meu sonho quando eu não estivesse dormindo
Um desejo feito para uma estrela
Que está se realizando
Mas o que todo mundo podia notar
Que eu confundi meus sentimentos
Com a realidade
Quando eu estava com você...


Pra ler o texto completo acesse http://devaneiosdagarota.blogspot.com/

sábado, 16 de outubro de 2010

Oi povo, bom to aqui pra divulgar meu novo blog...
Na verdade é um reservado só para os meus escritos...
É só uma separação, não significa que não estará aqui, só que lá será mais completo.

Então, ai vai o link:::


Acessem lá...
Beijos

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Odeio te amar

Isso é o quanto eu te amo
Isso é o quanto eu preciso de você
E eu não suporto você
Tudo o que você faz, me faz querer sorrir
Será que eu posso não gostar disso por um instante?
Não ... mas você não me deixa
Você me chateia garota, e depois me beija
De repente eu esqueço que estava chateado
Nem me lembro do que você fez

E eu odeio isso
Você sabe fazer exatamente o que
Para que eu não fique brava
Por muito tempo, isso é errado.
Mas, eu odeio isso
Você sabe exatamente como me tocar
Para que eu não queira mais discutir nem brigar
Então eu detesto te adorar

E garoto eu odeio o quanto eu te amo,.
Não suporto o quanto eu preciso de você
E garoto eu odeio o quanto eu te amo,.
Mas eu simplesmente não posso te deixar
E eu odeio te amar tanto assim

E você sabe completamente o poder que tem
O único que me faz rir
Triste e não é justo o modo como você se aproveita do fato
De que eu te amo além da razão
E isso não é certo

E garota eu odeio o quanto eu te amo,
Não suporto o quanto eu preciso de você
E garota eu odeio o quanto eu te amo,
Mas eu simplesmente não posso te deixar
E eu odeio te amar tanto assim

Um dia desses talvez sua mágica não me afete mais
E seu beijo não me enfraquecerá
Mas ninguém nesse mundo me conhece como você
Então você provavelmente terá sempre um feitiço sobre mim

Isso é o quanto eu te amo
Isso é o quanto eu preciso de você
Isso é o quanto eu te amo
Isso é o quanto eu preciso de você

E eu odeio te amar tanto
E garoto eu odeio o quanto eu te amo,
Não suporto o quanto eu preciso de você
E garoto eu odeio o quanto eu te amo,.
Mas eu simplesmente não posso te deixar
E eu odeio te amar tanto assim
E eu odeio te amar tanto assim

assim ...

Você me Faz tão bem...

Quando eu me perco é quando eu te encontro
Quando eu me solto seus olhos me vêem
Quando eu me iludo é quando eu te esqueço
Quando eu te tenho eu me sinto tão bem

Você me fez sentir de novo o que eu
Já não me importava mais
Você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem

Quando eu te invado de silêncio
Você conforta a minha dor com atenção
E quando eu durmo no seu colo
Você me faz sentir de novo
O que eu já não sentia mais

Você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem

Não tenha medo
Não tenha medo desse amor
Não faz sentido
Não faz sentido não mudar
Esse amor

Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem


Composição: Tico Santa Cruz

sexta-feira, 8 de outubro de 2010


Adoraria poder te ver, dar-te um abraço e dizer que o amo com toda a minha alma, mas nem tudo é possível.

Então, permaneço assim, te amando, seguindo, vivendo, sofrendo, chorando.

Espero que chegue logo o dia em que poderei te encontrar, meu coração clama por teus carinhos, meu coração chora e não suporta mais ficar sozinho.

Preciso de alguem p caminhar, p amar e poder dizer, que tudo o que eu mais snhava aconteceu, poder viver com vc...

Uma linda historia, um conto de fadas, onde a felicidade nunca tem fim....


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Preciso de Alguém




Preciso de Alguém

Eu tenho andado por aí
Sempre menosprezando tudo que vejo
Faces pintadas, preenchendo lugares que não alcanço

Você sabe que eu preciso de alguém
Você sabe que eu preciso de alguém

Alguém como você, tudo que você sabe, como você fala
Amantes incontáveis disfarçados nas ruas

Você sabe que eu preciso de alguém
Você sabe que eu preciso de alguém
Alguém como você

Saio andando pela noite, enquanto você vive, eu vou dormir
Começando guerras para sacudir o poeta e a batida
Espero que faça você notar
Espero que faça você notar

Alguém como eu
Alguém como eu
Alguém como eu, alguém

Alguém como você, alguém
Alguém como você, alguém
Alguém como você, alguém

Eu tenho andado por aí,
Sempre menosprezando tudo que vejo.

domingo, 3 de outubro de 2010

Vontade de Matar






- Não faz 4 dias que ele foi enterrado. Okay, mas... Tudo bem. Já estou saindo. Ainda não me falaram nada... Não precisa chorar Thamires, quando voltar-mos, agente passa na casa da mãe dele. Tá bom, tchau. - desliguei o celular.
Coloquei uma camiseta e fui até a pia do banheiro para escovar os dentes. Nossa, desde o assassinato de Kauê não consigo dormir direito, é como se ele ainda estivesse ali comigo. Meu melhor amigo. Meu rosto está amassado e com olheiras. Nem vou fazer a barba hoje. Nem está tão grande.
Thamires me pediu para que eu fosse encontrá-la no cemitério Vila Mariana. Ela namorava meu melhor amigo Kauê Shimoda, asiático, fora assassinado na própria casa com 13 facadas na região do coração. O engraçado é que quem merece não morre assim.
Depois de uma tentaiva inútil de melhorar o rosto, peguei as chaves e fui pegar o carro na garagem do edifício. Já sentiu a sensação de estar sendo observado? Parecia que algo me seguia, como se fosse algum detetive da polícia que estivesse vigiando as pessoas próximas à Kauê, já que na cena do crime, não houvera arrombamentos, roubo e nem nada mais macabro que sua morte.
Não dei atenção ao tal detetive que não fazia seu trabalho muito bem e lliguei o carro. Ao colocar o carro na marcha ré, senti o carro passar por cima do que me pareceu um corpo. Entrei em pânico. Aproveitei que não havia ninguém mais no estacionamento subterrâneo para dar uma espiada no estrago.

O que o sono faz às pessoas? Ele as enlouquece? Faz coisas se mexerem mesmo ela estando paradas e completamente imóveis? Não havia nada embaixo do carro. Sem vestígios de sangue, o pneu não estava furado, não havia sacos de lixo nem nada. Só me pergunto: Que lombada foi aquela?
Entrei no carro novamente.
- Onde você está? - perguntou Thamires ao celular.
- Tô na Lacerda Franco. Só vou virar à esquerda e depois à direita e pronto. Feliz? - opa! Péssima pergunta pra agora. - Não foi isso qque quis dizer, não nesse sentido.
Ela desligou o celular. :T
Eu já não era muito fã de cemitérios, principalmente visitá-los depois das 19 horas.
Não foi difícil encontrar Thamires, sentada no chão olhando a lápide do corpo de Kauê ao longe.
Lugares assim, quando você anda, sente um desconforto nas costas... Uma insegurança. Como se seu anjo da guarda não estivesse te seguindo mais. Apressei o passo.

- Há quantas horas está aqui? - perguntei. Seus cabelos que eram lisos e bem cuidados, agora estavam bagunçados acho que de tanto ela chorar e passar a mão para o lado. Seu rosto estava pálido, o rímel borrado. Seu jeans estava sujo da terra que tinha no chão do cemitério.
- Não sei. - ela me disse como se estivesse sem ar. Olhei bem pra lápide e já até me cansei. Como ela ficou tanto tenpo ali? Que coisa chata, era como se passasse um clipe com seus momentos. Ela fitava com vontade a lápide onde indicava: KAUE MATZACUDA SHIMODA
*14-FEV-1982 +10-OUT-2010 MENTIRAS SÃO FRACAS, ELAS SEMPRE PERDEM, A VERDADE É DE DEUS POR ISSO SEMPRE APAREÇE. Li e re-li a frase para passar o tempo.
Thamirez ao me olhar de verdade perguntou:
- Como sabia que eu estava aqui?
Agaixei-me para olhar em seu olho.
- Tá doida? Nos falamos no celular não tem menos de 10 minutos.
- Meu celular estava com o Kauê quando ele... - ela apertou os olhos - Os policiais levaram para fazer alguma coisa. Ficaram de me entregar depois. - ela passou a mão no cabelo outra vez. Ela cobriu o rosto com as mãos. - Não avisei ninguém que viria, como soube que eu estava aqui.
Efeito do sono? Não, dessa vez era alguma maluquice, e minha eu sei que não era.
- Thamires, como é que eu falei com você mais de cinco vezes hoje e você me diz que não está com seu celular há 4 dias? Ontem falei duas vezes com você!
- Sérgio eu já disse que meu celular não está comigo. Se quer saber, ontem eu estava na casa da minha avó ainda. Não pude deixá-la até meu tio Daniel chegar. Sendo que eu estava desesperada pra sair daquela cidadezinha e vir para o enterro... Dele. Mas nem pude. Chorei a noite toda quando minha disse.
Meu estomago começou a revirar. Aquele lugar já estava me dando náuseas.
- Eu juro que não entendo. Era você... era você! - eu tava começando a surtar com a idéia de estar louco. Mas eu tinha no consiente que era o sono. Mas... anteontem eu não estava com sono quando falei com "ela", não tanto pelo menos. Mas agora era diferente, 41 horas.
Fitei a lápide de Kauê para tentar me distrair por alguns segundos, mas estes pareceram horas. Por passe de mágica, fui levado à lembrança da nossa penultima noite juntos. Me peguei pensando em nós, melhores amigos numa balada de eletrônica, no dia que eu apresentei a Vanessa para ele como minha namorada. Não sei o porque, mas lembrando disso, pude ver detalhes dessa lembrança. Como ele a olhou, como ela o olhou e como eu estava bêbado naquela noite. Não sabia quem me levara ao meu apartamento ou trouxera meu carro. Acordei de ressaca e fiquei em casa. Sorte que era domingo. Quando fiquei totalmente sóbrio, peguei meu Smart e liguei para Thamirez pra saber como tinha sido a noite passada. Pois eu não me lembrava de nada. Lembro-me de quase tudo da conversa.



- E quem levou a Vanessa pra casa? - perguntei.
- Depois que levamos você até aí, Kauê me deixou em casa e disse que podia levar a Vanessa até a dela.
- Humm. Beleza. E aí, ele te mestrou a aliança?
- Que aliança? - senti sua voz de animação total.
- Ops. Desculpe os Spoilers, pensei que ela tinha te mostrado. - ela deu um grito
muito alto, então me despedi e desliguei, só não sei se ela me ouviu.
Tentei ligar para Vanessa, mas só caía na caixa postal. O mesmo acontecia com o de Kauê. No instante fiquei preocupado pensando que poderia ter acontecido um acidente ou algo do tipo, mas também pode ser que um está sem rede e o outro descarregado.
Perto da hora do futebol, fui ao bar de um amigo que ficava na esquina da minha rua para ver o jogo lá e tomar algumas cervejas ou Coca com Montilla. Mais tarde eu passaria na casa de Vanessa para amá-la um pouquinho. O jogo começou.
Despertei do devaneio meio assustado.


Olhei para a mão de Thamirez. Não havia sinal de anel algum. Por quanto tempo eu apaguei sem que ela percebesse.
- Vamos sair daqui Thami? Preciso dormir e você comer um pouco. - levantei e estendi a mão para que ela tivesse um suporte para levantar.
Ela se agarrou ao meu braço enquanto subíamos a pequena ladeira até o portão de saída.
Tive a impressão de alguem atrás de mim chamar meu nome. Mais uma vez o sono, sempre ouço milhões de vozes em minha cabeça e me distraio fácil, por isso, decidi deixar o carro ali e ir a pé para casa. Mais tarde eu pegaria o carro.
Na calçada do cemitério, Thamires ainda estava agarrada em meu braço. Acho que um estava servindo de apoio ao outro. Fazia 4 dias que eu não a via. Seu namorado estava morto e ela precisava mesmo de um apoio. Não sei de onde, apareceu um louco na nossa frente e falou em nossa direção:
- Eu não gosto de você! O que fez não tem perdão. Só passei pra dizer que ele te espera com sua família. Não demore!
O louco passou por nós e seguiu seu rumo. Nos entreolhamos.
- Ele disse pra você ou pra mim? - perguntei.
- Nem ouvi o que ele disse. - ela deu de ombros.
Deixei Thamires em casa. Passei no primeiro bar que vi e pedi um café bem quente. Em seguida fui na delegacia onde estavam apurando o caso de Kauê tentar retirar o celular de Thami. Depois de horas argumentando, e depois deles informarem que já não precisavam mais, consegui retirar o celular de Thami, assinando um relatório que nem sei exatamente do que era. Não pude ler, só estava precisando saber o que continha naquele celular.
Quando cheguei em casa, o sono e o cansaço me fizeram desmaiar na cama, afinal eu precisava estar recarregado para o dia seguinte. Não foi difícil sonhar com aquelas cenas outra vez. As que mais me fazem perder o sono.
Estava eu no bar, vendo o jogo do palmeiras e guarani, quando sentou o primo do Kauê no banco ao meu lado.
- E aí Jeff? Beleza? - cumprimentei-o
- Beleza cara. Nem chamou o Kauê pra vir beber com você hoje? - seu tom de voz era meio presunçoso.
- Nem sei onde ele está. Liguei pra ele mas só dava caixa postal.


- Ah! Ele desligou o celular mesmo, antes de eu sair pra trabalhar.


- Você trabalhou hoje? - Vida de porteiro é dura. Não estudou, se lascou! - eu ri dando-lhe um soco leve no braço.


- Pois é. Não é facil mesmo. Pra uns e até legal, enquanto uns saem para trabalhar e outros dormem, outros levam mulheres da balada pra dormir em casa.


- Kauê fez isso? Quando?


- Hoje oras. - ele parecia que queria chegar a algum lugar. - Hoje de madrugada vocês não estavam numa balada aí?


- Sei, mas nem lembro muito, fiquei bêbado lá. Comemorando a promoção lá no trampo.


- Humm, legal. Parabéns. - ele apertou minha mão. Ele demonstrou estar feliz de verdade. - Só acho que se a Thamires souber ela não vai gostar.


- Claro que ela não vai gostar, traição é traição. Eu não suportaria.


- Acho que eu matava um se alguém me traisse. - ele disse me olhando estranhamente.


Para descontrair e tentar olhar o jogo, eu disse:


- Seu macabro! - rimos sem parar.


O bar inteiro se agitou com um gol do palmeiras.


- Agora eu bebo com alegria. Verdão tá 1 à 0.


- Agora só preciso de uma loira como a que meu primo levou pra casa hoje. - ele disse feliz com o gol do palmeiras.


- Uma loira? - levantei a sombrancelha.


- Antes de sair, eu o ouvi a chamar de Va... Va alguma coisa. Vanessa! É foi isso.


Quase cuspi a cerveja na camisa de um homem que estava sentado no banco à minha frente. Estavamos encostados a um balcão.


- Como é? - loira e se chama Vanessa, estava com Kauê, sendo que ele foi levá-la pra casa. Os dois celulares estavam desligados até aquela hora. Jeff ainda não voltara pra casa desde que saira do serviço. Céus, será que... não!


- Quando a vi mais cedo, podia jurar que eu ja tinha visto aquela moça com você antes. Talvez você já tenha ficado com ela.


- Acho que você ta falando de alguem que eu conheço. - tomei outro gole Montilla com Coca. Minha sobrancelha estava levantada, era assim que acontecia quando eu começava a me irritar.


- Conta essa história direito. - segurei no braço dele, talvez forte demais.


- Ei, larga aí! Se aquela era sua mina, deveria bater no Kauê, o talarica sem vergonha, eu nem sabia. - ele defendeu-se - Só tava comentando.


- Beleza. - tentei me acalmar. Peguei uma nota de R$ 10,00 e dei ao meu colega dono do bar. Sai em disparada do bar.






Parecia que eu só tinha fechado os olhos. Acordei todo soado. Um calor como jamais tinha feito antes. Me senti sem ar. Tirei a camiseta. Na hora vi o celular de Thamires que ainda estava dentro de um saco plástico. Peguei o celular e começei a mexer a procura de informações. Fui primeiro nas ligações feitas. Confirmado, eles haviam se falado por quase uma hora no dia da morte do Kauê. Certamente foi depois de uma bela madrugada de sexo proibido, daí ele ligou para conversarem sobre o que tinha rolado, e que agora estava gostando mesmo dela e essas babaquices que o Kauê faz com todas. Mas com a minha Vanessa e ele tendo a amorosa Thami? Quase destroçei o celular quando fui nas mensagens recebidas. Não prestei atenção no número mas parecia o dela, só a mensagem parecia que pulava do visor do celular. Parecia que a voz de Vanessa gritava pra mim: AMOR, ACHO QUE ESTOU GRÁVIDA, COMEÇEI A SENTIR OS SINTOMAS ONTEM. E AGORA, O QUE FAREMOS? Essa mensagem vi que foi enviada um dia depois de ele morrer, afinal, só foram encontrá-lo morto muitas horas depois. No dia seguinte. Eu o encontrei.


Larguei o celular no chão me lembrando do dia 10, ultimo domingo de Kauê Shimoda.








Depois que saí do bar, me senti um montro, sai correndo pra buscar meu carro e ir encontrá-los. Pegá-los no flagra. Mas não tive essa sorte. Nem mesmo Kauê sabia, mas eu tinha uma chave de sua casa. Uma cópia completa desde a do portão á da porta.


Quando ele saiu do banho, eu estava sentado à uma das cadeiras. Ele levou um baita susto. Já estava vestido, pois se não o tivesse, teria deixado a toalha cair.


- Como conseguiu entrar? - ele perguntou surpreso.


- Não estava trancada. Por que está nervoso?


- Olha... Sérgio, antes que meu primo diga alguma coisa...


- Achou que eu não saberia, né? - levantei-me da cadeira. Ele recuou uns dois passos.


- Calma aí Sérgio. Thami deve ter lhe contado que...


- Pobre da Thami, enganando-a e com quem? Com a Vanessa Kauê! - Não aguentei e dei-lhe um soco no nariz com toda a minha força. Ele caiu pra trás batendo a cabeça na quina da mesa que era quadrada, o que fez a parte de trás da cabeça cortar-se. Ele caiu quase desmaiado no chão.


- Ai minha cabeça... - ele gemia, ou melhor, chorava.


- Isso, chora seu traidor do caralho! Cadê aquela sua frase que você queria por na sua tumba? "Que a verdade é não sei o quê, não-sei-o-que-lá." Hein? - saquei uma faca de afundei em seu peito sem me importar com sua dor ou o sangue que jorrava dali. Depois de fazer a faca ir e voltar algumas vezes, meu braço cansou e minha raiva já tinha passado um pouco. Precisava limpar a bagunça.


Sem pressa alguma, procurei um vidro de alcool que eu sabia que el tinha, do ultimo churrasco que fizemos. Passei em meu punho e no nariz dele. Limpei todos os vestígios que consegui. Começei a andar por cima de tapetes e panos. Evitei soar, limpei digitais da porta, da cadeira, mesa... Não havia nada para me incriminar.


Consigo lembrar ainda que, quando me preparei emocionalmente, quando pensei melhor no que fiz, decidi ir até lá começar o teatro. Foi então que fingi que corri até a mãe de Kauê para contar-lhe de seu assassinato. Só precisava agora acabar com a mãe e o bastardo amarelo.


Foi simples, a peguei desprevenida quando ela saia da escola onde lecionava à noite e a arrastei para trás da escola. Tapei sua boca e não deixei que ela me visse. Dei uma facada em suas costas, na região da barriga, com a intenção de matar somente o filho de uma puta, literalmente. E para me vingar dela, bati sua cabeça numa árvore, com força suficiente de deixá-la desmemoriada. Essa era a intenção na verdade. Larguei-a desacordada. Com certeza no dia seguinte eles a encontrariam. Oh, foi mal, dia seguinte é feriado das crianças. Acho que os insetos vão ter o que comer essa noite.






Mas depois dessas experiências de assassino profissional, tenho sentido coisas, ouvido coisas. Ah é, lembrei de olhar no celular para saber com qual Thami eu estava falando. Não era possível uma coisa dessas.


Mexendo nos menus de chamadas recentes em meu celular, me assustei com o impossível número para qual eu ligava e recebia as chamadas de Thami. No visor do celular, havia os caractéres impossíveis de alguma operadora: HH666. Telefône do inferno? Impossível, essas coisas não existem. Meu celular começou a vibrar na minha mão. Alguem estava ligando... um tal de HH666...


Um arrepio tomou conta de todo meu corpo. Deixei-o chamar enquanto eu olhava ligações recentes minhas no celular de Thami. Nada.


Meu celular atendeu automaticamente e ainda por cima no viva-voz. Agaixei-me na cama para ouvir.


- CALMA AÍ SÉRGIO! POR VAFOR NÃO! SOCORRO! SOCORRO! PARA SÉRGIO. - era a voz de pânico e dor de Kauê no celular. Antes de continuar aquela tortura. Taquei meu celular na parede. Pareceu funcionar pois a bateria foi para um lado e o chip para o outro. Para não enlouquecer, fui até onde eu tinha estacionado meu carro, na frente do cemitério, e iria na casa de Thamires.




Quando cheguei, tive uma surpresa em ver uma espécie de "novo velório" na sala de Thami. A Sra. Shimoda, mãe de Kauê, estava sentada no sofá, com Thami detada com a cabeça em seu colo.. A Sra. Shimoda alisava os cabelos de Thami enquando ela chorava segurando a barriga. O irmão mais novo de Thami, Victor de 17 anos, estava falando com dois médicos que estavam no portão. Quando entrei, cumprimentei-os normalmente. Sem entender exatamente o que eles faziam ali.




- Thami, o que houve?


Ela não me respondeu. A Sra. Shimoda cuidadosamente deitou a ex-nora numa almofada e veio ter comigo perto da cozinha.


- O que aconteceu com ela? - perguntei preocupado.


- Ontem, depois que a trouxe, ela jura que recebeu uma ligação de Kauê, de um número estranho que mais parecia um código, pedindo socorro. Ele queria que ela o salvasse e o tirasse das mãos e da faca do assassino.


- Ele disse... quem era? O assassino? - perguntei mostrando interesse.


- Santo Deus. Não me diga que você acredita mesmo nela? - ela olhou tristemente para os sofá onde Thami estava. - Já que a avó não está aqui para ajudá-la, eu sou a unica que pode, por isso chamei os psiquiátras para...


- Leva-lá a um sanatório? - espantei-me. - Acha que ela está louca?

- Bom... é que... além disso, ela está sofrendo de depressão desde que o Kauê morreu. Até eu, que sou mãe dele estou sendo mais forte. Mas... ela ficou assim depois que prdeu o bebê.

- Que bebê? Ela estava grávida?

- Sim, ela deu a notícia por torpedo, vê se pode?

- Não consigo entender... o celular dela estava com o Kauê.

- É que, depois que levaram você pra casa, naquele dia que você sairam, ela, meu filho e sua namorada passaram na casa dele pra acho que dar uma acordada, e também a Vanessa precisava usar o banheiro, além de lavar o rosto e etc, daí a Thami deitou-se na cama e pra esperar Vanessa e largou o celular na cama dele, esqueceu. No dia seguinte, ela mandou pelo meu celular o torpedo para o celular dela, contando a notícia da suposta gravidez. Mas ela ficou triste quando não obteve resposta.
Comecei a ficar sem ar. Não queria mais ouvir aquilo.
- Desculpe-me Sram Shimoda, ele era meu melhor amigo e... esse monte de coisas me deixa muito abalado. Preciso ir.
Aliás, eu precisava ir num lugar antes.
Com o celular de Thami, que eu esquecera de devolver, disquei o numero de Jeff.
- E aí Jeff, beleza? - eu disse com animação.
- Fala Sérgio. O que manda?
- Humm, tem como voçê me encontrar na avenida Turmalina? Perto do Parque da Aclimação?
- Agora? Tá tarde véio.
- Por favor? - insisti. - Preciso conversar com algum amigo.
-Ta bom, to indo. Te encontro em 20 minutos.
Eu o esperei pacientemente. A armadilha estava armada. Ele tinha que me contar que palhaçada era aquela. Eu tinha sacado metade dela. Como ele era formado em Hardware e em outros cursos de computação, ele sabia como hachear tanto computadores como aparelhos celulares. Seria fácil para ele codificar algum celular para aparecer o código: HH666 que poderia ser muito bem "Health hell - Saúde infernal" - que ele sempre falava quando estava gripado ou com qualquer coisa fora do padrão da saúde - e 666, o número da besta, para me assustar de alguma forma. Agora, as presenças, o corpo que atropelei na garagem e a ligação tanto pra Thami quanto pra mim, isso... não sei explicar.
- Demorei muito? - ele perguntou.
- Vamos entar no parque. - chamei com a voz seca.
Ele não entendeu muito bem, mas me seguiu. S
Senti sua respiração mudar, ele ofegava. O medo já havia o possu[ido. Eu o estava levando para um lugar vazio, onde não houvesse testemunhas para a minha faca agir.
Quando paramos perto de uma árvore de aparência bem antiga, ele disse pra me surpreender:
- Deixe-me ver a faca que está presa ao seu cinto, nas suas costas?
- Como sabe que...
- Ela parece ser feita de prata. Pois é brilhante, jamais foi usada a não ser para assassinar seu melhor amigo e sua namorada.
Eu avancei contra ele, colocando meu braço para enforcá-lo contra a árvore.
- Vai me matar como matou os pobres inocentes?
Nessa hora nem sabia mais o que fazer, a palavra inocentes me deu um forte arrempedimento num coração que eu nem tinha mais, depois ouvi um farfalhar atrás de mime um grito no mega-fone: PARADO! LARGUE A ARMA E MÃOS NA CABEÇA! DEVAGAR! - O filho da puta tinha trazido policiais. mas como ele fez para me incriminar?
- Assim como você, sou louco também, maluco, doido por facas. Ah... como elas brilham... como elas cortam facilmente a pele de alguém, é uma coisa fascinante não acha? Por isso que gostamos de matar com elas. Gosto do som que faz, e você?
- Cala essa boca seu cretino inútil - deilhe dois socos no estômago.
- MANDEI LARGAR A ARMA! AFASTE-SE DA VÍTIMA E MÃOS NA CABEÇA! - os policiais avançavam lentamente. - VOCÊ NÃO VAI SE MACHUCAR, NÃO MACHUQUE-O TAMBÉM!
- Eu só brinquei com você. Eu queria ver você matar. Saber se tinha coragem. Por que, eu vi muito você andar com a Thami e jamais nem trepar com ela. Porra, pensei que você fosse gay. Daí inventei a história mais burra e você caiu. E sabe por que? Por que você é um burro, assassino barato. Tem muito o que aprender. Te dou uma chance de se vingar quando sair da prisão. Ah, antes que eu me esqueça, acharam o corpo da Vanessa. Tive coragem de filmar e entregar pra eles. Tadinha dela, nem fez nada...
- Argh! Por quê?! - gritei pra ele enforcando-o mais uma vez Quando fui esfáqueá-lo, senti por menos que uma fração de segundo, duas balas perfurarem meu crânio. Jamais vou saber a resposta dessa minha pergunta.


Edson de Oliveira
(@eokino)
Inspirado em um de meus sonhos malucos.
Ele tratava exatamente disso, um assassino que não soube por que e como foi enganado. Foi só a loucura do primo de seu melhor amigo, que teve a satânidade de criar um plano desse só pra acabar com a vida de um digamos... amigo. E sem ter um motivo, pelo menos, que Sérgio saiba.

Já perdeu oportunidade por medo de tentar?

Já perdeu oportunidade por medo de tentar?

Answer here

- Vc já imitou sua mãe depois dela ter brigado coom voce?! #eusim HAHA'

- Vc já imitou sua mãe depois dela ter brigado coom voce?! #eusim HAHA'

Answer here

sábado, 2 de outubro de 2010



Você já amou alguém tanto
Que você mal consegue respirar?
Você é igual a mim
Mas quando se trata de amor
Você é tão cego
Amor,
Talvez o nosso relacionamento
Não seja tão louco quanto parece
Talvez seja isso que acontece
Quando um tornado encontra um vulcão
Só sei que
Eu te amo muito...


Maya França (São Paulo - SP)_

Honra ao Mérito de Escritor. - Humpf!

Dia 30 de Sembro!
Humm. Esse foi um dia importante e vou guardá-lo para todo o sempre.
Ao ganhar o que considero Prêmio por Valorização e Reconhecimento de Perfeita Obra-Literária, percebi que enquanto um já tem a certeza, outros não tem a esperança de que algo dará certo e só esperam a premiação passar para sair daquela tortura já que aceitou que não vai ganhar nada mesmo.

Em agosto, meu amável professor de Biologia (Almir, The best of the Best's), organizou uma espécie de olimpíadas em meu colégio para promover o meio ambiente. Teríamos uma série de 13 modalidades a serem realizadas, uma por dia, apartir de 13 de Setembro. Essas modalidades, cada uma era avaliada por algum professor em pontos para serem somados no final. O prêmio para a sala que arrecadasse mais pontos era de um passeio VIP ao parque de diversões Hopi Hari e mais alguma coisa que não me recordo.
Minha sala é composta por: bagunceiros, brincalhões, desenteressados, jogadores de truco, preguiçosos, 1 inteligente (adivinhe quem é) e uns outros que... esperam alguem resolver alguma coisa para eles clicarem em CTRL+L e ficarem numa boa. Com isso, nossa sala não tinha chance alguma de progredir e ir ao tal parque de graça.
Eu fiz a minha parte, mas com o propósito de mostrar o meu trabalho de escritor. Não vacilei, fiquei quase 5 aulas completas escrevendo uma história adaptada sobre o meio ambiente que havia trabalhado nela há algum tempo. Foram 9 páginas, mais de 10 minutos esperando minha mão se recuperar do músculo dolorido na palma, 4 tentativas fracassadas de segurar a caneta como antes eu segurava no começo do original e uma pausa para o intervalo.

Isso deu o resultado de 1440 pontos, que foi revelado no dia 29 e me deixou na frente de duas outras salas.
O professor Almir deixou bem expecífico, que o prêmio foi pra mim, e não para o restante da sala que não ajudou em nada, nem a me emprestar uma caneta preta.
Foi difícil ir até o centro da quadra (onde estava sendo o evento) e receber a minha medalha de Honra ao Mérito. Eu já sabia que ia ganhar, mas na hora, você perde até a confiança. Quando ele anunciou diversas salas que haviam ganhado na Gincana, Simpósio, Reciclagem, Plantações e etc. Quando chegou em Produção Literária, tudo dentro de mim se contorceu mas continuei em pé esperando.
Quando anunciou meu nome como o vencedor do 1C, eu tremi e dei uma olhada para onde estavam alguns dos colegas da sala que eram brincalhões e bagunceiros, mas que eram muito legais comigo e muito engraçados. Eles tentaram me acordar chamando a minha atenção e ir buscar o prêmio. Meu primeiro prêmio de Literatura, que desse, concerteza virá muitos. Eu espero. Ao me colocar a medalha, Almir me deus os parabéns tirou uma fotografia, assim como ele fez com os outros ganhadores. O pessoal da minha sala foi à loucura quando voltei, eles pulavam e gritavam "Nono A eu vou comer o seu bolo". Eu ri, pois eu sabia o significado disso.
O nono A acabou ganhando o passeio para o Hopi hari.
Dei uma boa olhada em minha medalha que estava reluzente em meu pescoço.
Foi a unica medalha que a minha sala ganhou.

Edson de Oliveira
(eokino)

Prova Final I - O corredor do desespero.




Sempre fiz as coisas sem pensar.

Quando eu salvava alguém, era na força do momento e pela necessidade e amizade que eu sentia em meu peito. Mas, ali diante da prova em que Moody me dera para completar, tive alguns segundos para deduzir que não amo a mim mesmo. Eu estava com medo do que vinha à frente. Moody talvez fosse pior que Snape e Snape era perverso, mas suas provas não eram mais que "acadêmicas". Parecia que Moody não lutava contra as trevas, ele praticava, mais ainda que Snape. A primeira fase do teste, foi simplesmente... a primeira.

Tive coragem de de entrar na primeira porta que tinha a minha frente. A porta atrás de mim, a sala de Defesa contra as artes das Trevas, estava muito bem trancada. Nem um Alohomora de Dumbledore a abriria, ou sim. Não sei ao certo. Tive de executar um na porta que estava à minha frente, que consegui sentir, pois a escuridão não me deixava ver nada. Ainda bem que ela não estava longe e não houve nada em meu caminho até ela. Era só uma pequena sala. Comparada a próxima.

Do outro lado da porta, eu via um corredor enorme e escuro. Já até imaginava o que aconteceria a partir do momento eu que eu fechasse a bendita porta. O show de Moody iria começar. Hesitei nos ultimos minutos que eu tinha para isso, ou nos meus ultimos segundos de vida!

Tomei fôlego e fechei a porta. Automaticamente, umas luzes apareceram nos cantos da parede, próximas ao teto. Pude ver as portas que haviam no corredor, mas a que mais chamava atenção, era a que estava de frente para mim, a mais de 30 metros.

Aquele enorme corredor assustaria até o próprimo Moody, eu acho. Deixei a varinha apontada para a frente, para caso de aparecer alguma criatura das trevas de surpresa.

- Potter! - a voz de Moody me assustou por causa da surpresa e ferocidade nela.

- S-senhor? - tentei saber de onde vinha sua voz que ecoava pelo corredor.

- Você está perdendo tempo! Rápido ou está com medo de um simples corredor?

Olhei para a porta que estava no fim do corredor. Aliás, eu nem ia perder tempo abrindo as do meio, pois nunca são, sempre estão trancadas.

- O menino que sobreviveu está tremendo de medo de um desafio que nem pode matá-lo. Anda Harry, suas notas estão caindo. A cada segundo que passa sua note diminui. A srta. Granger está quase no final do desafio. Ela é melhor que você Potter? Reaja!

Ele tinha razão. Na hora em que eu fui reagir, pisei numa espécie de estrela de 12 pontas. Me lembrou a magia voo-doo, mas isso fez com que o desafio começasse. As paredes começaram a se contorcer, a parede atrás de mim começou a me seguir. Uma neblina cobria tudo então voltou a ficar escuro outra vez. As luzes acendiam e apagavam e o rastro dos fantasmas deixavam vestígios no chão que ao pisar, queimava seu corpo inteiro.

A parede avançava lentamente, seu eu demorasse, ela me esmagaria contra a outra parede. Comecei a correr e fazer coisas precipitadas. Tentei abrir porta por porta mas como imaginado, estavam fechadas. Corri em direção a ultima. Moody fez com que o corredor ganhasse vida. O chão me atrasava, ele andava como se fosse aquele aparelho de musculação das pernas dos trouxas: A Esteira elétrica. As paredes além de deixarem o corredor muito estreito e depois bem largo, apareciam mãos não sei de onde, para agarrar nas minhas pernas e me derrubar, em meu pescoço para enforcar e com uma varinha para me estuporar.

Lembrei-me que uma vez Hermione disse que sonhou ou leu isso em algum lugar. Não lembroao certo, mas ela disse que tinha um jeito de fazer com que isso parasse. Mas eu não tava conseguindo tempo suficiente para me lembrar das tantas coisas que Hermione fala.

Finalmente cheguei a ultima porta do corredor, mas para minha surpresa, ela estava fechada.

- Alohomora! - lancei contra a maçaneta. Na mesma hora, a sla fez um barulho ensurdecedor e também as poucas luzes que haviam, ficaram vermelhas e piscando. Certamente o fantasma do antigo Condutor se aproximava, pois os sons de trens e máquinarias estava alto demais. Era como se eu estivesse na sala de máquinas de uma locomotiva.

Abandonei aquela porta e desesperadamente tentei abrir uma por uma. Até a hora de voltar, eu não havia percebido um retrato na parede, e nem havia percebido que o corredor tinha uma curva. Moody transfigurara a sala? O quadro era uma pintura do antigo Condutor que trazia os alunos à Hogwarts no século XVIII. Retirei o quadro da parede e atras dele havia um espaço sufiente para que eu pudesse entrar, só precisava de algo para subir. Dei uma olhada atrás do quadro do Condutor, mas não havia nada além de números. Não dei atenção, a parede da entrada ainda se aproximava para esmagar o que estivesse a sua frente. Lembrei-me que quando começei a correr, eu pisei numa poça de lama, que até por um flash de segundo, perguntei-me por que ali estaria uma poça de água?

Fui até ela com o propósito de congelá-la transformando em um cubo de gelo alto o suficiente para que eu pudesse subir até a abertura que estava atrás do retrato de Moody. O ruim, é que eu não sabia controlar exatamente esse feitiço. Sabia perfeitamente congelar, mas não modelá-lo.

Meu tempo naquela sala estava se esgotando, o relóginho dos 4 minutos começara a tique-taquear me irritando e me desesperando mais ainda.

Tive de improvisar. Moody que me perdoasse pelo quadro, foi a unica idéia que tive. Voltei até onde estava o quadro e tive a sorte de ver alguma coisa como um suporte na parte de baixo da parede, então fiz o que achei que seria o certo.

- Reparo! - e o quadro se fundiu com o suporte, dando uma poa plataforma, mas eu teria de ser rápido para subir ou o quadro quebraria. Foi o que fiz, subi no quadro e imediatamente subi na parede e tive de ter forças para me segurar.

Aquela passagem parecia uma calefação ou uma passagem de ar-condicionado. Era bem apertado, úmido e sujo. O cheiro era de ratos mortos e insetos também. Parecia que Moody tera sido bonzinho nessa, pois tinha um caminho livre. Ele era único. Mas tive raiva de chegar no final dele, não havia nada nele, a não ser uma mesnagem que flutava próxima a parede dizendo: UMA DESSAS ESTÁ DIFERENTE. Moody enlouquecera, todas as paredes eram do mesmo jeito, e não dava para me sertificar direito pois eu estava engatinhando como um bebê. Usei LUMOS para me ajudar a achar essa diferênça, até que achei uma espécie de pino, bem fino e curto em uma das partes baixas de uma parede, era uma espécie de portinha que não demorei para abrir. Lá havia uma chave de bronze que concerteza abria uma das portas.

Dei a volta e pulei da passagem do retrato.

A parede agora já estava próxima as portas.

Corri desesperado para as portas usar a chave, mas ela começaram a falar comigo.

- Ei, não seja burro. Essa chave é daqui! - disse uma porta atrás de mim. Olhei para ela confuso, mas ainda tentando abrir a que estava em sua frente. Esta não falava comigo.

- Sua porta mentirosa, ei garoto, ela abrirá aqui concerteza! - afirmou a porta do lado da que eu estava.

Então a chave teve oportunidade de expressar sua opinião.

- Não deixe que ela me coma. Por favor. Ela irá me comer.

- Para de falar! Sua chave dos diabos! Chaves não falam - uma das portas reclamou.

- Portas também não! - ela retrucou.

- E eu estou falando como? Sou enfeitiçada lembra?

Escutando a discussão delas, esqueci da missão verdadeira. Havia mais de 10 portas ali, em nenhuma aquela maldita chave funcionava. Recomeçei tentando todas novamente. Mas as portas enchiam o saco!

- Você já veio aqui antes.

- Para de tentar.

- Não quero que você a coloque em mim novamente - disse uma escondendo a fechadura. Ela transformou-se em uma madeira qualquer na parede em formato de porta.

- Elas querem me comer, todas elas! - a chave parecia que chorava me implorando para não entregá-la. Mas para qual porta?

Na explicação de Moody, enquanto eu estava pensando an prova anterior, pude ouvir alguma coisa como "paredes engolidoras de abridores", o que tive de ser rápido para deduzir. A chave estava com medo de ser devorada, e ela era uma abridora ou sei lá...

Corri em direção a parede móvel, ams ela já estava próxima de mim, então se a abertura na parede ja tinha passado, o jeito era lançar PERÍCULUM com a varinha e desistir, mas isso é uma coisa que odeio fazer e jamais faço. Com esse pensamento, vi algo meio escurinho e diferente na parede, quando a parede móvel iluminou a parede sólida. Fui até onde eu tinha visto esse escurinho antes que a parede chegasse, foi então que a chave se desesperou e pulou de minha mão. Bem que eu deveria tê-la enfeitiçado desde a hora em que ela começou a falar. Ela era grossa e um pouco pesada, tinah um tamanho maior que as chaves comuns, o que foi fácio de lançar um FLIPENDO para que ela parasse. Quase não deu tempo de colocá-la na parede para que ela fosse mastigada pela mesma. Mas nada aconteceu, a não ser um "clik-clak" atrás de mim. Quando olhei pra trás, todas as portas estavam abertas, somente a ultima que ficava de frente para o corredor estava fechada. Não tive tempo de escolher, entrei na que estava mais próxima.


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Danos ao Coração


Sai de casa.
Estava disposta a reconstruir meu coração, juntando os cacos que consegui encontrar.
Eu não sabia se o que eu sentia por eles era paixão, daqulas fortes demais que te causam torpores fortes quase incuráveis, ou amor. Mas uma pessoa pode amar duas pessoas?
Cheguei na estação da Sé e olhei no painel de informações para saber qual destino tomar. Fiquei ainda mais dividida. Leste ou Oeste? Onde irei primeiro? Decidi ir pelo mais difícil, embora eu soubesse que, o lado mais fácil estava me esperando com os braços abertos. Mas eu amava o lado difícil a mais tempo.
Peguei meu celular e disquei o número de Dave.
- Alô. - ele atendeu um tanto surpreso.
- Dave. Gostaria de saber se posso ir até sua casa hoje? - perguntei fechando os olhos rezando para que ele apresentasse algum problema e me fizesse desistir dessa loucura que já estava arrependida de cometer.
- Claro que pode. - ele confirmou animado - Minha mãe vai adorar te receber.
- Humm. - mordi o lábio - Você pode me pegar na estação? Não lembro o caminho até sua casa.
- Com todo o prazer Fernanda. Ao meio-dia estarei lá. - ele desligou o telefone.
Você é burra Fernanda, pensei, agora está feito. Lado leste escolhido.
Dave estava na catraca da estação Calmon Viana esperando-me pacientemente. Ele me seguiu com os olhos no trajeto de subir e descer as escadas até a saída.
- Você está bonita. - ele me deu um bejo no rosto cumprimentando-me.
- Faz tempo que não me vê. É isso.
Dave deu de ombros. Seguimos por uns minutos por caminhos que eu faria até mesmo desacordada, mas para Dave, eu não sabia nem onde pisar. Queria estar na presença dele, por isso o convidei a me buscar. Precisava dele, de seu corpo, de seus beijos. Foi por ele que derramei litros de lágrimas sem que ele soubesse de minha paixão descontrolada por ele.
Levei uma pequena mala para passar o final de semana. Até ali eu não acreditava que havia cancelado o final de semana com Bruno só para sofrer um pouco mais. Mas quem sabe se nesse final de semana tudo mudar? Estava disposta a na hora certa extravasar e lhe contar tudo. Sou uma mulher de atitude, não posso esperar, não consigo.
A Sra. Lira é um doce de pessoa, me recebeu como se eu fosse uma de suas filhas, com tanto amor e carinho. Me hospedei no quarto de Janeide, irmã mais nova de Dave. Falamos sobre diversas coisas. Por ela ser da minha idade, nos demos muito bem, além do mais, nos conhecíamos bem, só não éramos próximas uma da outra.
A hora de dormir pra mim foi a pior. Sempre soube que os pais de Dave dormiam cedo, mas não tanto. 21 horas e os senhores já estavam roncando. Janeide estava deitada em sua cama, com fones de ouvido esperando o sono chegar. Segurei-me com força ao colchão para não ir até o quarto "dele", nem que fosse para uma conversa, embora eu quisesse algo mais. Há anos eu queria.
Quando Janeide dormiu, sorrateiramente fui até a porta do quarto de Dave. Estranhei pois, não havia sinais de alguem lá dentro. Não havia sons de respiração ou roncos. Decidi entrar. Como suspeitei, ele não estava. Dei de ombros. Estava com sede e a cozinha pareceu chamar meu nome. Atendi. Abri a geladeira e peguei a jarra de suco, mas antes de pegar um copo, ouvi vozes no portão. Decidi ouvir para saber se era Dave que estava lá.
Era ele mesmo conversando com alguém. Não pude ver quem era pois ele estava na frente, também não pude ouvir pois falavam muito baixo. O espírito da louca baixou em mim, então tive coragem de abrir a porta da casa e sair para saber com quem ele conversava assim e vi o que eu não queria ver: ele estava beijando uma outra garota que nacerta era sua namorada. Por que não me falou dela.
Entrei. Minha sorte foi que eles não notaram minha presença, mas com a raiva e meu coração mais quebrado ainda, fiz um favor de quebrar algo mais. Com a cabeça ainda lá fora, bati a mão sem querer no copo que estava em cima da mesa e ele caiu no chão. Pouco depois Dave entra enquanto eu varria os cacos.
- O que houve? - ele perguntou fechando a porta à chave.
Estranhei seu gesto. A namorada foi-se embora?
- Estava distraída e o copo escapou de minha mão. - inventei a primeira coisa que veio a mente. - Vou dormir.
- Okay. To indo também.
Não consegui olhar seu rosto. Por que eu gostava de sofrer assim? Por que eu era masoquista com os sentimentos? Ainda era sexta e eu já estava destruída sentimentalmente. Voltei chorando para o quarto.
Deitei a cabeça no traveseiro fazendo promessas de que tentaria ver dave como o amigo que ele sempre foi, e não como... Chorei ainda mais com isso.
No dia seguinte, ele me chamou para sair. Aceitei de primeira. Ele me levou num shopping que havia na avenida principal do bairro dele. Não era lá muito grande como os da capital, mas até deu um bom passeio. Fomos a uma praça e passamos a tarde quase toda conversando. Dave me falou que tinha uma ficante que estava ficando apaixonada por ele, mas ele já estava com vontade de dispensá-la.
- Mas por que você vai fazer isso com ela?
- Fernanda, eu tenho 19 anos. Não posso me prender a um namoro agora. Por que daí tem sexo e mais sexo, e logo vem filho. Não quero ter filho agora, e nem tão cedo. vai tirar minha liberdade que tanto lutei pra conseguir.
Era meio estranho ouví-lo falar daquele jeito.
- Não sabia que você não tinha sentimentos assim.
- Vai me dizer que você ama algum cara? Ta na cara que você prefere ficar também.
Mudei de assunto antes de eu falar alguma bobagem e depois começar a chorar na frente dele. Por ele.
A noite fiquei um bom tempo em seu quarto. Estavamos conversando como amigos comuns. Como sempre escondi bem meus sentimentos por aquele ser sem sentimento. Ouvimos algumas de suas músicas preferidas, falamos da saudade que nós sentiamos de alguns colegas de escola que foram fazer alguma outra coisa e perdemos contato.
De tanto conversarmos, já estava ficando com sono e deitei-me em sua cama que era de casal. O frio estava feroz lá fora. A chuva o dava forças. Encolhi-me ali naquela cama enorme. Arrepiei-me quando ele disse:
- Quer dormir aqui comigo? - sua voz não saiu com ar safado ou galanteador, e sim como uma pergunta comum, mas com uma leveza que deixou seu rosto mais lindo do que já era.
- Para Dave. Vou pro quarto da sua irmã. - mas não me levantei, só me espreguiçei.
- Para de besteira. - ele me puxou pra perto. - Não vai rolar nada, só dorme aqui comigo. Te esquento mais que os cobertores da minha irmã.
- O que vão pensar?
-Nada, por que não há por que ter preconceito. Você só vai dormir comigo. DORMIR. - ele deu ênfase a palavra.
Dave pegou um cobertor enquanto eu me aninhava em sua cama. Quando deitou, ele me abraçou. Tive vergonha de chegar mais perto e me agarrar aquele corpo que estava mesmo mais quente que os cobertores.
- Tá com frio? - ele sussurrou em meu ouvido.
- To sim. - consegui sussurrar respondendo. Minha cabeça estava confusa. Me senti uma vadia deitada naquela cama. O que eu estava fazendo deitada ali? Mas quando dave me pedia alguma coisa, eu simplesmente não conseguia negar.
Sem dizer nada, ele me abraçou e me deixou a vontade de retribuir o abraço. Dormi quase imediatamente com o conforto de seus braços me abraçando.
Domingo amanheceu chuvoso. Havia diversas camadas de nuvem cobrindo o céu que eu mais gostava: Azul com sol forte.
Dave e Janeide alugaram uns filmes para vermos depois do almoço. Mas não imaginaria jamais que eu não almoçaria naquela casa.
Quando fui ao quarto de Dave chamá-lo para o almoço, ele estava falando ao celular com alguém que me pareceu ser sua "namorada". Ele dizia algo sobre estar apaixonado por ela e que sua prima - que tenho certeza ser eu - o tinha feito perceber como é legal amar e etc.. O que eu fiz?
Sua "namorada" se chamava Raquel, mas ouvi ele dizer Aline. Então ele ficava com uma, DORMIA com outra e jurava amor por outra. O espirito da louca baixou novamente em mim e entrei no quarto quase arrancando as dobradiças da porta.
Ele se assustou com minha ação e olhou pra mim meio confuso.
- O que é que você esta falando? - falei parecendo estar possuída.
- Amor, vou desligar, minha... irmã ta tendo um daqueles acessos. Te ligo depois.
Não aguentei, ele me chamou de irmã. Meu chão sumiu e me senti caindo no abismo. a Cara dele piorou ainda mais o que eu estava sentindo. A essa altura eu tinha me mostrado uma louca sem noção pra ele.
Não consegui fazer outra coisa a não ser correr. Ele veio atrás de mim mas não olhei pra trás. Passei pelo portão, atravessei a rua sem nem olhar para os lados, isso resultou um quase atropelamento por uma moto. Entrei num matagal que tinha à frente da casa de Dave. Na verdade era uma plantação de cana e mais algumas coisas que nem me lembro por não prestar atenção. Entrei no matagal e ele continuou atrás de mim. Quando parei, ele me chamou.
- Fernanda! Espera.
Eu olhei pra ele, bem na hora que uma lágrima escapava de meu olho esquerdo.
- O que está acontecendo? - ele perguntou sem saber se ia até mim ou se era mais seguro ficar onde estava.
- O que está acontecendo? Eu te amo é o que está acontecendo. - eu disse rangendo os dentes de raiva e ódio de mim. Nessa hora eu nem sentia a chuva forte que caía. Com a certeza que depois dessa conversa, eu jamais olharia na cara de Dave, contei-lhe tudo que ele deveria saber. Já que ele gostava de assassinar corações, ele deveria provar de sua própria arma assassina para saber como dói. Eu acho - Ontem tive vontade de agarrar você e te puxar pra mais perto do meu corpo. Fazer sexo com você e mais o que quisesse fazer! A mais de 4 anos eu te amo e você diz que sou sua irmã?
- Eu te vejo dessa forma, eu não sabia que...
- Cala a boca, eu só preciso gritar um pouco - falei tentando me organizar - Quer saber, pra mim chega de você, cansei de lutar à toa. De entragar meu coração você e você na mesma hora pisar em cima. Cansei.
- Quem cansou foi eu. Para com esses papinhos de "coração quebrado", e essas babaquices aí! Amar é complicado, sou mais ficar. Isso é bem melhor. Se você ou qualquer outra me ama, o prioblema é de vocês, não pedi isso. Só pedi sua boca e seu corpo, mais nada.
Pela primeira vez, o olhei com nojo. Tive vontade de correr até ele e bater em sua face até sangrar, mas ele não ia deixar.
Ele me deixou ali, virou-se e foi para casa resmungando que estava se molhando à toa e que eu já tinha enchido sua paciência.
Me ajoelhei numa poça de lama e comecei a pensar no pobre e amável Bruno. Eu o deixara para sofrer o final de semana inteiro. A essa hora ele deveria estar deitado em sua cama, escutando a nossa musica "Sings" da banda Bloc Party, e fazendo algum trabalho da faculdade. Queria estar ao seu lado, fazendo companhia, beijando sua boca, abrançando seu corpo e ele fazendo o mesmo por mim. Mas eu não sentia o mesmo amor que eu sentia por Dave. Depois daqueles minutos na chuva e na poça d'água, decidi que daria uma chance a nós dois.
Me recompus e fui arrumar minhas coisas que naverdade já estavam prontas. Não almocei, fui direto ao chuveiro. Enquanto me secava, liguei para Bruno pedindo para que ele fosse me buscar na estação Calmon Viana, mesmo sendo longe pra ele. Sem pensar ele aceitou.
Não vi mais o rosto de Dave naquela tarde. Me despedi do Sr. e Sra. Lira e de Janeide e fui para a estação.
Pela primeira vez, meu coração bateu de uma forma diferente quando vi o largo sorriso no rosto de Bruno, ali do lado de dentro da estação me esperando para embarcarmos juntos. Do jeito que eu queria. O vi de uma forma diferente e agora talvez fosse pra valer. Juntaria até os pequenos cacos que sobraram de meu coração e com Bruno, eu o reconstituiria.
Seu beijo de cumprimento foi longo e reconfortante. Não vi nada a minha volta, só deixei o momento acontecer. É nessas horas que agente diz: "se arrependimento matasse...". Por que eu tive de vir pra cá? Mas para essa pergunta eu tinha uma resposta: Eu queria ter a certeza do meu amor por Dave, como vi que este não iria dar certo, o jeito é seguir a vida e não me prender ali naquele sofrimento eterno.
No trem, encostei a cabeça na vidraça e uma lágrima escapou de meu olho esquerdo - precisava aprender a detê-las a tempo - quando lembrei-me dos 3 dias na presença daquele ser sem sentimentos. Aquele... monstro! Fiz uma cara de choro horrível.
- Depois você me conta - disse Bruno - Mas não precisa ficar triste, eu estou aqui. Sempre. - ele me abraçou.
Deitei-me em seu peito, deixando as más lembranças para trás.
Naquele trem, eu não embarcaria nunca mais.
A chuva parou de cair.